QUANDO DIMINUIR A MULHER IRANIANA É PROJETO JORNALÍSTICO...


Há décadas jornalistas do mundo inteiro – inclusive do Brasil – denigrem o Irã, e no bojo dessa difamação, expõem a mulher iraniana de maneira totalmente equivocada. As mídias as mostram como silenciadas, oprimidas e confinadas a papéis rigidamente definidos. Essa narrativa é tão difundida que acaba adquirindo aparência de verdade incontestável. No entanto, quando pegamos a realidade do Irã e confrontamos com a difamação mostrada, por exemplo, nas na TV Globo, na Record e mídia afora - salvas raras exceções -, nos convencemos de que há uma intenção clara de depreciar esse país incrível. Isso é fruto do lobby de Israel e EUA. Particularmente acredito que há jornalistas quem nem sabem disso e jornalistas que sabem e alimentam ainda mais o equívoco.

Os Estados Unidos da América são os grandes especialistas em denegrir todos os países onde há riquezas de seu interesse e encontra dificuldade de acesso, portanto é comum transformar os presidentes desses países em demônios, dessa forma manipula a opinião pública, instigando ódio ao Irã, assim como à Palestina e a outros países. Ao longo do século XX e início do XXI, os Estados Unidos estiveram envolvidos, de forma direta ou indireta, em diversos episódios de intervenção política e militar ao redor do mundo, como nos casos do Chile, com a queda de Salvador Allende em 1973, do Congo, com o assassinato de Patrice Lumumba em 1961, e do Irã, onde Mohammad Mossadegh foi deposto em 1953; além disso, houve tentativas reiteradas de eliminar Fidel Castro em Cuba durante a Guerra Fria, enquanto, em contextos de guerra ou intervenção militar, líderes como Muammar Gaddafi na Líbia, Saddam Hussein no Iraque e Osama bin Laden no Afeganistão acabaram mortos em decorrência direta ou indireta dessas ações; somam-se ainda episódios como o golpe no Vietnã do Sul que resultou na morte de Ngo Dinh Diem e a captura de Manuel Noriega no Panamá, e segue com o mesmo modus operandi.

O Irã é uma das mais antigas civilizações contínuas do planeta, com mais de cinco mil anos de história, berço de uma tradição intelectual que produziu nomes fundamentais para a filosofia, a matemática, a medicina, a literatura, a arquitetura etc. Reduzir esse patrimônio a estereótipos contemporâneos pautados de preconceitos - para atender interesses dos Estados Unidos da América - denegrindo por denegrir, repetindo difamações como papagaio - é não apenas um erro jornalístico, mas um gesto de picuinha, de jornalista que não evoluiu. É um empobrecimento deliberado do debate.

Com relação à mulher, no campo da educação, por exemplo, os números surpreendem, mas, curiosamente, são silenciados por grande parte dos jornalistas. Nas últimas décadas, o Irã assistiu a uma verdadeira transformação no acesso feminino ao ensino superior. Mulheres passaram a representar mais da metade dos estudantes universitários em diversas fases recentes, com forte presença em cursos de engenharia, ciências exatas e medicina. No irã, num breve exemplo, há mulheres que atuam em áreas avançadas da engenharia e da indústria de defesa, o que inclui participação em projetos ligados à tecnologia de mísseis, foguetes. Não se trata apenas de acesso, mas de permanência e produção. Em contraste, países considerados mais “liberais”, como o Brasil, ainda enfrentam desigualdades significativas na distribuição de mulheres em áreas como física, tecnologia e engenharia pesada, onde a presença feminina continua aquém do desejável. Mas isso os jornalistas - principalmente da Globo - não mostram.

O Irã possui um número expressivo de professoras universitárias, pesquisadoras e cientistas atuando em centros de excelência. Mulheres iranianas participam de projetos de alta complexidade, inclusive em setores estratégicos como a engenharia nuclear, a nanotecnologia e o desenvolvimento industrial. EM TERMOS PROPORCIONAIS, O PAÍS FIGURA ENTRE AQUELES COM MAIOR PRESENÇA FEMININA NAS ÁREAS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, ENGENHARIA E MATEMÁTICA NO ORIENTE MÉDIO, SUPERANDO INCLUSIVE ALGUMAS NAÇÕES EUROPEIAS EM DETERMINADOS INDICADORES ESPECÍFICOS. Isso a “Grobo” também não mostra!

Outro dado que desafia a ausência de divulgação das mídias diz respeito à formação de profissionais altamente qualificadas. O número de médicas no Irã cresceu de forma consistente nas últimas décadas, sendo hoje uma presença comum e consolidada no sistema de saúde. O mesmo ocorre com engenheiras, cientistas e pesquisadoras, que ocupam espaços relevantes em universidades e centros de pesquisa. Em contraste, mesmo em países ocidentais, ainda se debate a dificuldade de inserção feminina em determinadas áreas técnicas, o que revela que o problema da desigualdade de gênero não é monopólio de uma única cultura ou sistema político. Vem a calhar a misoginia que vimos - inclusive no Brasil - quando Bolsonaro subestimou inúmeras cientistas brasileiras durante a epidemia do Corona vírus. E esse indivíduo fez escola. Há muitas reproduções dele na política brasileira.

No campo político, mulheres ocupam cadeiras no legislativo, participam de conselhos municipais e exercem funções administrativas e técnicas no aparelho estatal. Em comparação, o Brasil ainda enfrenta desafios históricos de sub-representação feminina na política, com índices que permanecem abaixo de diversas democracias consolidadas.

Ignorar a realidade no Irã é um desserviço para o jornalismo real. A cobertura midiática internacional frequentemente opta por destacar apenas um dos lados, produzindo uma narrativa que atende mais a interesses geopolíticos do que ao compromisso com a verdade. O irã é um país complexo, mas como todo país, possui sua cultura, sua forma de administração, suas religiões etc. É um país de múltiplas qualidades. A inteligência humana, as belezas arquitetônicas e naturais extasiantes, seu potencial educacional, enfim, um país que muitos não querem divulgar por acreditar na mentira espalhada pelos EUA e por Israel.

Muitos jornalistas, conscientes ou inconscientemente, acabam por reproduzir uma visão que enfatiza o atraso, a opressão e o conflito, relegando ao silêncio os dados que apontam para educação, qualificação e protagonismo. Tal prática, longe de esclarecer, obscurece. É preciso recordar que o Irã é também uma nação de intelectuais. Sua tradição filosófica, herdada da antiga Pérsia e renovada ao longo dos séculos, continua viva nas universidades, nos círculos acadêmicos e na produção cultural contemporânea. A mulher iraniana está inserida nesse universo: ela lê, pesquisa, escreve, ensina e participa da construção do pensamento de seu tempo. Negar essa dimensão é negar-lhe humanidade plena.

O mundo contemporâneo exige análises menos passionais e mais responsáveis. Nem demonização, nem idealização. O Irã deve ser compreendido em sua totalidade: como uma sociedade complexa, marcada por tensões, mas também por conquistas inegáveis. E dentro dessa sociedade, a mulher iraniana é também agente de transformações.

Talvez o maior desafio esteja em abandonar a comodidade dos estereótipos. Porque, enquanto a narrativa simplificada persiste, perde-se de vista aquilo que realmente importa: a capacidade de um povo - homens e mulheres - de construir, ao longo do tempo, caminhos próprios, nem sempre coincidentes com as expectativas externas, mas nem por isso menos legítimos. E é justamente nesse ponto que se impõe um gesto de honestidade intelectual: reconhecer que, por trás do véu, real ou simbólico, existe não o silêncio, mas uma multiplicidade de vozes que insistem, com firmeza, em serem ouvidas, e ao longo do tempo conquistaram inúmeros espaços, assim como no Brasil.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA LITERATURA... CAMÕES E MACHADO CHORAM...

Dom Quixote é difícil? Como ler sem se perder (ou desistir)

Imagine você abrindo Grande Sertão: Veredas e viajando em suas páginas, tropeçando em seus neologismos, encantando-se com sua linguagem poética de João Guimarães Rosa... Imagine você desabotoando os olhos e percorrendo as letras saídas de A Hora da Estrela, A Paixão segundo G.H., Laços de Família, de Clarice Lispector... Imagine-se lendo Coração Disparado, de Adélia Prado; aliás, ouvi-la, pois lê-la é tão mágico quanto ouvi-la, e ouvi-la é lê-la como quem flutua. Imagine a capacidade cirúrgica de Edgar Allan Poe de nos botar medo e envolver-nos num suspense, a ponto de suas palavras serem as próprias pulsações... Imagine os cenários desprezados, invisíveis, sob folhas secas e podres, que, sob os grafites de Manoel de Barros, se transformam em fina poética... sua palavra inventada, sua prosa poética acometida de invencionática... Imagine a palavra que, de tão deliciosa, sai das páginas de Tatiana Belinky como um delicioso medovik... Imagine o quanto Crime e Castigo se torna um castigo, de tanto nos prender, nos segurar: “Não me solte!”...

Agora imagine você lendo um autor ou autora que chorou lágrimas de sangue para produzir um clássico que que viverá eternamente grudado na humanidade, que seus hexanetos o estarão lendo... que o futuro infinito o estará lendo...

Manoel de Barros declarou que “escrever sangra”. Ele quis dizer que é delicioso escrever, mas sangra, pois é trabalho minucioso, pesado, medido, pincelado, aparado, rasgado, jogado no lixo, recuperado, editado, e, nesse mister, o cérebro sua, cansa, e o medo de ser condenado, incompreendido e crucificado orbita... Isso é sangrar, pois também é sofrível... Um sofrível que nos possui como possessão,, pois não conseguimos livramento.

Escrever leva tempo, conhecimento, pesquisa, formação, leitura, estudo, desafios, noites de sono, entraves... A obra para, estaciona, fica esquecida, é retomada, é relida, é aparada, mexida, remexida e publicada. Um livro saído do cérebro de um escritor é um filho que até mesmo o pai sentiu a gestação, pois o viu nascer, engatinhar, andar e ser convidado a estar sob os olhos das crianças e dos adultos. É o filho que ouviu nossos puxões de orelha e sentiu a nossa palavra de aprovação.

Todo livro carrega histórias de bastidores inimagináveis. O computador que pifou. O texto que sumiu. O reencontro, a reescrita. As anotações dos insights madrugadores. A visita ao local de inspiração. O carro que quebrou. A xícara de café que virou sobre as anotações. O copo de água gelada que caiu nos teclados... O dinheiro que faltou na hora de pagar a xerox (pois livro tem que ser lido e corrigido a grafite, no papel)...

A escrita verdadeira, assim como a pintura verdadeira, como a música verdadeira, precisa ser reconhecida pelo leitor: “isso é de fulano”... “isso é de siclano”. Igual ver uma tela de van Gogh, Doryan Gray...  É como RG.

Escrever é feito de todas as sensações. Uma simples poesia, uma prosa poética, pode ter uma história de meses ou até anos, pois é inconcebível a obra que não perpassou pelas veias, pelo coração, pelos neurônios... é inconcebível a escrita que não veio dos dedentros humanos... que não foi julgada pela nossa coragem, pelo nosso medo, que não perpassou por nossa sentença... que não foi lida por um amigo íntimo antes de perpassar pelas bobinas das máquinas...

Eu acredito no homem, na palavra que não brotou em segundos, gerada por condicionamento maquinal, oriunda dos submundos da inverdade e da frieza, mas que foi gerada como uma jaca, embu, graviola, melancia, macaxeira... a palavra que foi gerada como filho, que perpassou por dor, suor, lágrimas, alegria, êxtase, paz, felicidade plena...  A palavra que tem impressão digital...

QUANDO A FAMÍLIA FALHA, É NO JARDIM DA INFÂNCIA QUE O MENINO COMEÇA A RESPEITAR A IMAGEM FEMININA...

 


NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER É PRECISO PENSAR...
Hoje li sobre dois feminicídios que aconteceram no Mato Grosso do Sul, estado do meu nascimento, ironicamente no Dia Internacional da Mulher. Confesso que, por mais constrangedor que pareça, às vezes penso que a Lei Maria da Penha e todas as formas institucionais vistas nos últimos anos, abordando reflexões sobre o respeito necessário à mulher - inclusive a data de hoje - não tem sido tão eficientes, pois todos os dias vemos nas redes sociais diversas formas de violência contra a mulher, inclusive feminicídios quase que diariamente. Esse horror parece normalizado.
As estatísticas oficiais e os levantamentos de organizações da sociedade civil apontam que o feminicídio permanece como uma chaga no Brasil, uma violência que não cessa e que se concentra nas periferias, nas casas e nas ruas por onde circulam nossas filhas, irmãs, mães, amigas. No Rio Grande do Norte, e em especial em Natal, esses números e relatos ecoam com violência própria: famílias destroçadas, vizinhanças assombradas, uma sensação coletiva de vulnerabilidade que não podemos naturalizar. É urgente lembrar que cada número é um corpo, uma história interrompida.
Escrevi, em 2024, um espetáculo intitulado NISIA FLORESTA BRASILEIRAS AUGUSTAS; seu enredo tentou dialogar com essa ferida, revisitar Nísia Floresta, sua coragem e sua voz desde 1832, para perguntar ao presente por que a igualdade ainda tarda. Nísia ensinou que questionar a ordem era já uma forma de amor. Bertha Lutz, décadas depois, empilhou argumentos científicos e políticos que ajudaram a abrir lacunas nas estruturas; hoje encontramos teóricas e ativistas contemporâneas, como Rita Segato, que analisa a raiz da violência patriarcal; Flávia Biroli, que pensa gênero e democracia; e outras intelectuais que oferecem ferramentas para compreender e agir, apontando não apenas culpados, mas sistemas que reproduzem a violência.
Há algo muito errado nessa história e precisamos saber o que é para consertar. Na minha santa ignorância, observo que as leis e, consequentemente, as punições são eficientes. A própria Lei Maria da Penha é exemplo até para outros países, mas ela precisa andar de braços dados com algo que parece estar esquecido. Me refiro à educação, ou melhor, às escolas. É necessário um projeto pedagógico que aborde o necessário respeito às meninas a partir do jardim da infância. Os meninos precisam ser provocados a entender que todos merecem respeito, tanto eles (por parte das meninas) quanto as meninas (por parte deles). Esse assunto precisa urgentemente estar dentro de todas as salas de aula.
A sociedade, e por consequência, as crianças, tem recebido os resquícios de uma educação patriarcal do século XX, pautada pela ideia equivocada de que a mulher é um ser inferior, e isso, por si, instiga o menino que, desde pequeno, já massacra a menina. E assim massacrará a mulher adulta. A menina cresce com medo dos meninos, sendo orientada pela mãe, a tomar cuidado com os meninos, como se menino fosse sinônimo de ser um ser depravado, violento, perigoso. E as mães não estão erradas de todo, pois infelizmente, é grande a parcela de casos, cujos homens agridem, violentam e matam.
Eu e meus irmãos, por exemplo, éramos orientados pelo meu pai a não nos demorarmos na cozinha, pois era lugar de mulher. Ora! Justo a cozinha, um lugar tão aconchegante, cheiroso, cheio de sabores, cheiros, calor humano e conversas demoradas. Pois bem, meu pai não gostava que ficássemos ali, mas, aos poucos, tornando-nos adolescentes, fomos quebrando a regra, ajudando nossa mãe a fazer pão, doces, licores, enfim, lavando louça, lavando a cozinha etc. E assim, naturalmente, fomos desconstruindo esse machismo desnecessário do nosso pai. E, obviamente, que ele fingia que não via, afinal não havia nada de errado em estar na cozinha ajudando a mãe. Creio que o que ajudou também essa desconstrução foram as guloseimas que ele se deliciava depois . Meu pai não era violento com nossa mãe. Apenas não gostava de homem na cozinha. Ele nasceu em 1924 (há 102 anos), portanto herdou uma educação do século XIX. Imagine a educação!
O que estranho é estarmos em pleno século XXI e vermos pessoas com a mente parada nos séculos passados, praticando violência psicológica, física e até feminicídio. Isso não é normal e precisa ser combatido. A mesma eficiência da Lei Maria da Penha precisa estar presente nas escolas, nos anos iniciais. O assunto deve ser abordado sem medo, pois é na infância que a criança está construindo o seu alicerce. E alicerce firme e bem feito é alicerce em que a criança é civilizada. Um homem civilizado respeita a mulher.
O menino deve aprender a respeitar a amiguinha, a irmã, a mãe, a tia, a avó, a vizinha e, depois, adolescente, respeitar a namorada e a esposa. Um menino educado a ser civilizado com as meninas se tornará um marido que respeitará a mulher como esposa, como profissional, como namorada e tudo mais. O homem civilizado terá consciência de que a namorada ou a esposa não lhe pertence e que ele deve respeitar seus gostos pessoais e sua decisão, inclusive o rompimento de um namoro ou casamento, assim como a mulher deve agir da mesma forma com relação ao homem. Um problema comum, ultimamente, é justamente o contrário disso, cujo homem mata a mulher porque ela decidiu por fim ao relacionamento amoroso. Isso é de uma estupidez sem tamanho.
Vejo também um fato curioso que ora ocorre. Refiro-me ao próprio presidente da república levando esse assunto para onde vai, abordando-o seja numa feira agropecuária, na entrega de casas, numa reunião com empresários etc. Uma espécie de bandeira. Isso não é ruim, mas assinala que a atual realidade da mulher preocupa. Isso, além de significar preocupação, sinaliza que o país inteiro está sendo forçado a olhar para um problema que cresce. Mas, admitamos, o discurso público não substitui políticas públicas educativas profundas, tampouco a construção de políticas contra violência contra as meninas a partir dos anos iniciais, portanto, dentro das escolas. Precisamos que o Estado e a sociedade invistam em formação docente, em materiais pedagógicos, em projetos transversais que trabalhem empatia, respeito e responsabilização desde os primeiros anos.
Por fim, lembro que a luta por direitos não é apenas legal, é cultural. Celebrar Nísia Floresta e lembrar Bertha Lutz é também chamar à ação: a escola, a família, os museus, os teatros, o próprio ato de contar histórias como fiz no espetáculo, devem ser arenas onde se planta outra forma de conviver. Não podemos aceitar que o horror se naturalize. Exigir leis e punir é necessário; semear respeito e humanidade desde a infância é imprescindível. E a escola é o panteão maior da civilidade, portanto o elejamos como local de ensinar o amor entre meninos e meninas e vice versa. Só assim construiremos uma sociedade onde a vida das mulheres não seja risco cotidiano, e onde Natal, o Rio Grande do Norte e todo o Brasil deixem de contabilizar tragédias para começar a contar histórias de igualdade e cuidado.
Elaborei um projeto - nesses moldes - e o enviarei para a Câmara Municipal de Natal, para a Câmara Fedral e Senado. É certo que é na família que recebemos a educação de berço, onde aprendemos a ser pessoas civilizadas, mas em existindo a Lei Maria da Penha, que pune exemplarmente cidadãos que não foram bem educados na infância, e que absorveram a ideia errônea sobre amulher, não seria incorreto que os jardins de infância andassem de mãos dadas com Maria da Penha.

QUANDO A FAMÍLIA FALHA, É NO JARDIM DA INFÂNCIA QUE O MENINO COMEÇA A RESPEITAR A IMAGEM FEMININA.

  DOM CARDOSO: UM APARTE... Sempre entendi que devemos valorizar o artista local em todas as áreas. Contudo, em um país no qual, infelizment...